Junho 13, 2021

Astrid Sauer “Sem arte e cultura, a vida não teria sentido”

astrid sauer
© Pau Storch

Entrevista da CEO da State of the Art, Astrid Sauer, na Revista Liderança no Feminino.
https://liderancanofeminino.org/astrid-sauer-sem-arte-e-cultura-a-vida-nao-teria-sentido/

Astrid Sauer: Apaixonada pela arte e cultura desde sempre, é atualmente CEO da State of the Art, empresa de marketing cultural que pretende valorizar e democratizar a cultura em Portugal.

Astrid cresceu em Salzburgo, e logo em criança aprendeu a tocar violino, piano e a cantar no coro da escola. Músicos e artistas eram uma presença regular na sua casa. “Tive a sorte de ter pais igualmente interessados em arte e cultura e, desde que me lembro, acompanhei-os à ópera, concertos, teatro ou exposições de arte”, relembra. Aos 18 anos, começou a colecionar arte, principalmente de artistas contemporâneos. “A arte e a cultura têm a capacidade de provocar reflexão, gerar empatia, criar diálogo e fomentar novas ideias e relacionamentos. Para mim, sem arte e cultura, a vida não teria sentido”, afirma.

O seu currículo académico e profissional é bastante internacional – passou por Viena, Marselha e Londres antes de se instalar em Lisboa. Desde pequena que acompanhou o pai em viagens internacionais de negócios e fazia também viagens em família durante as férias. “Esta apetência por viajar só cresceu ao longo dos anos, alimentando a minha paixão pela arte, pela cultura e pelas línguas”, comenta Astrid. Este contacto com pessoas de distintas nacionalidades, culturas, crenças e convicções foi algo muito positivo, pois “coloca as nossas próprias opiniões em perspetiva, tornando-nos seres humanos melhores e ajudando-nos a ser mais criativos a pensar em ideias novas.

Decidiu vir para Portugal por amor e acabou por se apaixonar pelo país. Conheceu o seu namorado da altura enquanto estudava na London School of Economics e, em 2004, mudou-se para Lisboa, começando a trabalhar na consultora PwC. Passado um ano a relação terminou, mas o seu coração já tinha abraçado Portugal e decidiu ficar. Pouco tempo depois, conheceu o seu marido que a convenceu a escolher Portugal como a sua “casa permanente”.

Depois de vários anos a trabalhar como consultora financeira e estratégica na PwC e Roland Berger, fundou em 2009 a State of the Art (SOTA), com o objetivo de juntar os seus conhecimentos de consultoria à sua grande paixão: a arte e a cultura.

A State of the Art começou como uma startup que alugava arte às empresas e fazia a integração em programas de comunicação e responsabilidade social, mas logo no primeiro ano Astrid percebeu que havia uma necessidade no mercado de proporcionar às empresas “soluções de comunicação, únicas e criadas à medida, na área da cultura.” Atualmente, a State of the Art é especializada em ativações de marketing cultural e têm como objetivo “proporcionar às empresas e organizações soluções de comunicação elevadas pela cultura”, pois acreditam no elevado potencial da cultura para gerar relações, reconhecimento, afetos e negócios. Para além da ativação de marketing cultural, fazem ainda exposições e instalações de arte, ações de responsabilidade social, comissões de arte pública, programação cultural, bem como concursos de fotografia, design ou arte.

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