EXPOSIÇÃO “100 ANOS NADIR AFONSO”

A 11ª edição de “A Arte Chegou ao Colombo” concebida e produzida pela State of the Art para o Centro Colombo, foi marcada pela exposição “100 Anos Nadir Afonso”, uma retrospetiva da obra de Nadir Afonso (1920-2013), um dos artistas portugueses mais reconhecidos a nível nacional. Com a curadoria de Laura Afonso, Presidente da Fundação Nadir Afonso e viúva do artista, a exposição apresentou trabalhos datados entre 1947 e 2010.

Numa ambiciosa instalação com sete salas, que ocupou quase a totalidade da Praça Central, os visitantes do Centro Colombo tiveram acesso a 43 obras originais do artista, incluindo 14 guaches expostos pela primeira vez, num museu temporário criado exclusivamente para celebrar o centenário de Nadir Afonso.

A exposição seguiu o percurso da obra pioneira de pintura e arquitetura de Nadir Afonso, apresentando pinturas e guaches das várias fases do artista ao longo da sua vida, divididas por ordem cronológica, como é o caso de “Composição Geométrica” (1947), “Serpente” (1953-2004), “Catedrais” (1960), “Rossio” (1968), “Damasco” (1996), “Doges” (2006) e “A Cidade Incerta” (2010).

Houve, também, um espaço exclusivamente dedicado aos esboços de arquitetura do artista, assim como a maqueta do Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso, em Chaves, projetado pelo arquiteto Álvaro Siza Vieira.

 

A exposição “100 Anos Nadir Afonso” contou, ainda, com uma experiência multimédia mostrando o movimento da sua arte e transportando os visitantes numa viagem única. Numa experiência artística verdadeiramente imersiva e interativa, cinco obras do artista foram interpretadas e animadas em 3D, recorrendo a tecnologias de videomapping num jogo de luz em consonância com a música e ambiente.

 

O museu temporário foi projetado pelo Diogo Aguiar Studio e foi a maior estrutura expositiva jamais criada na praça central no âmbito da iniciativa “A Arte Chegou ao Colombo”. Inspirado na série “Cidades” de Nadir Afonso, o projeto foi formalizado como uma cidade geométrica e abstrata, construída por cubos de grandes dimensões, que se relacionam com as enormes obras artísticas. Se, durante o dia, a intensidade solar deu corpo e volume à cidade, iluminando ruas e praças; à noite, os edifícios acenderam as suas luzes desde o interior (volumes retroiluminados), proporcionando uma experiência espacial totalmente distinta num mesmo espaço museológico.

Fotografias © Ivo Tavares Studio